deixem-me ficar aqui
dormir
e saber que o comboio me espera
no lago
no silêncio assombrado
dentro da boca
Partir
"poeticamente habitar"
comer a terra
e subir às árvores
       no desespero da fuga
Estar só
com medo da solidão
    E viver aí
        saboreando o azedo visceral
                da inquietude

 

 

 

 

 

in A mar te, Lena d’Água

Imagem do Corpo nº 20

Ulmeiro 1984